Quando a gente começa com um cliente de nicho técnico, a frase aparece cedo na conversa: "o meu assunto é chato demais para as redes". Já ouvimos isso de engenheiro, de dentista, de gente que vende automação de processo e de quem edita livro.
Na prática, o assunto quase nunca é o problema. O que falta é tradução.
O erro não é simplificar, é simplificar até virar mentira
Existe um meio-termo que muita empresa não encontra. De um lado, o post que copia o material técnico e assume que o leitor já sabe tudo. Do outro, o post tão diluído que qualquer concorrente poderia publicar igual.
O ponto certo é o conteúdo que respeita a inteligência de quem lê e ainda assim entra por uma porta que essa pessoa reconhece. Ela não precisa entender o processo inteiro, precisa entender por que ele importa para ela.
Comece pela dúvida, não pela solução
O caminho que funciona começa antes da produção. A gente lista as perguntas que o cliente já ouve no atendimento, no orçamento, no consultório. São dúvidas reais, com o vocabulário real de quem pergunta.
Cada uma dessas perguntas vira um conteúdo. E como o post nasce de algo que a pessoa já se perguntou, ela para de rolar sem precisar de gancho artificial.
A pergunta que o seu cliente faz no orçamento é o melhor briefing de conteúdo que existe.
Profundidade é o que diferencia
Num nicho, o conteúdo raso não passa despercebido: ele denuncia. Se quem acompanha o perfil trabalha com o assunto, um post genérico custa autoridade em vez de construir.
Por isso a gente estuda o mercado do cliente antes de escrever a primeira linha. Não é sobre virar especialista no lugar dele, é sobre chegar perto o suficiente para fazer as perguntas certas e transformar as respostas em algo que a audiência queira salvar.
O que muda quando isso funciona
O sinal de que o conteúdo acertou não é a curtida, é o comentário que continua a conversa e a mensagem no direct de alguém que já chega sabendo o que quer contratar. Esse é o tipo de lead que fecha mais rápido, porque parte da conversa já aconteceu no feed.
Quer conversar sobre isso no contexto da sua empresa?
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